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Aconteceu

26/9/2012
Na Isto É, Paulo Skaf comenta redução da conta de luz: ‘É muito positivo para o Brasil’



22 de setembro de 2012 Em entrevista à revista semanal, presidente da Fiesp alerta que campanha ‘Energia a Preço Justo’ só vai cumprir sua missão quando desconto na tarifa acontecer de fato Agência Indusnet Fiesp A revista Isto É publicou na edição 2237, que chegou às bancas neste sábado (22/09), entrevista de três páginas com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Entre os assuntos, destaque para o recente anúncio do governo: a redução de tarifas de energia elétrica, prevista para entrar em vigor no início de 2013 com percentuais variando de 16,2% a 28%. “Isso que aconteceu é muito positivo para o Brasil. Corrigir essa distorção é bom para 200 milhões de pessoas. Quem estava vendendo energia embutindo no preço a amortização de um investimento que já se pagou há décadas, estava cobrando por algo que não deveria estar cobrando”, afirma Skaf na conversa que teve na terça-feira (18/09) com a repórter Mariana Queiroz Barboza. Leia a seguir trechos da entrevista. A íntegra pode ser lida no site da Isto É. * Diferentemente do publicado em trecho da entrevista, o presidente da Fiesp não disse que a redução nos custos da energia elétrica representa o fim de vantagem para “meia dúzia de empresários”, mas, sim, para “meia dúzia de empresas estatais”. Anúncio da redução nas tarifas de energia elétrica “Entendo que foi uma postura correta do governo, porque a Dilma atendeu a uma reivindicação pela qual briguei durante um ano e meio. De dois anos para cá, o problema da competitividade do Brasil se agravou. Há oito anos, uma fábrica instalada nos Estados Unidos pagava o dobro do valor da energia que uma fábrica semelhante pagava no Brasil. Nesse período, a situação se inverteu. O mesmo exemplo serve para um liquidificador, uma geladeira, um chuveiro elétrico. A energia no Brasil se tornou a terceira mais cara do mundo.” Campanha “Energia a Preço Justo” (…) Vamos acompanhar daqui até o momento em que o desconto na conta de luz de fato ocorrer, o que está previsto para janeiro. Só assim vamos dar a missão como cumprida. (…) Os próximos passos da campanha pela energia barata são acompanhar os desdobramentos da medida provisória, que vai passar pelo Congresso.” Outras lutas “(…) Conseguimos que fosse vetado um inciso no plano de desonerações das folhas de pagamento, que ampliava o conceito de receita bruta.” Medidas estruturais “…) Algumas coisas só estão acontecendo agora mesmo. O governo está baixando a taxa básica de juros e é preciso que se acelerem os investimentos em infraestrutura para que se tenha custos de logística compatíveis com outros países. Nossa deficiência em rodovias, ferrovias, portos, aeroportos faz com que nossos custos aumentem significativamente.” Reflexo imediato das mudanças no crescimento “(…)Já baixou o preço da energia? Não, vai acontecer. Os juros já baixaram? Estão baixando, mas ainda não são baixos. O câmbio é o ideal? Não, mas melhorou. Essas coisas levam tempo e não acontecem de um dia para o outro só porque há a intenção. O mesmo acontece em relação à infraestrutura. São muitos planos. A presidenta lançou um pacote positivo para rodovias e ferrovias, mas ainda é um plano, está no papel. (…) [Mas] Essas medidas fazem com que se readquira confiança no investimento.” Desvalorização das empresas elétricas no mercado financeiro “A data de 2015, que marca o vencimento das concessões, é conhecida há 20 anos. Não houve quebra de contrato, porque os contratos que vão até 2015 podem seguir normalmente, e aí haverá leilão de acordo com a lei. O que o governo fez foi dar a opção de antecipar a renovação, mas ninguém é obrigado a aceitar. E se as ações caíram é porque estavam altas. E, se tiverem um valor real maior, voltarão a subir.” Avaliação da medida “(…) Isso que aconteceu é muito positivo para o Brasil. Corrigir essa distorção é bom para 200 milhões de pessoas. Quem estava vendendo energia embutindo no preço a amortização de um investimento que já se pagou há décadas, estava cobrando por algo que não deveria estar cobrando.” Distintos descontos tarifários “Não foi o que nós defendemos, queríamos um desconto único. Essa decisão de fazer um escalonamento foi feita pelo governo sem nos consultar.” (…) O critério que o governo adotou pode dar a ideia de que 16,2% de redução é para as residências e 28%, para as indústrias. Não é verdade. Noventa e oito por cento das indústrias brasileiras são consumidoras de baixa tensão e terão o desconto mínimo. Quem recebe em baixa tensão é residência, padaria, farmácia, pequeno comércio, escola, ou seja, empresas industriais de porte micro, pequeno e médio.” Competitividade “O problema não é a competitividade da indústria, mas do País. É conjuntural. Então são vários itens que afetam isso: juros altos, câmbio valorizado, infraestrutura precária, gás e energia caros. Talvez as empresas mais competitivas do mundo estejam no Brasil, mas são prejudicadas por questões da porta da fábrica para fora.” Redução de juros “(…) Os juros podem, sim, baixar mais, porque no mundo todo a taxa básica de juros é próxima da inflação ou é até negativa. Então ainda há muito espaço para baixar a taxa básica, podemos ter uma Selic de 5% ao ano. Só se o mundo inteiro estiver errado e o Brasil estiver certo. Mas, além disso, temos que reduzir o spread bancário, regulamentando o cadastro positivo e facilitando a portabilidade para os clientes mudarem suas dívidas para os bancos que lhes oferecerem melhores tarifas.” Retomada do crescimento da economia brasileira “Neste ano, a economia vai crescer 1,3% e a indústria vai ter crescimento negativo, -2,5%, mas, no ano que vem, isso deve melhorar. Com as medidas que a presidenta Dilma tem tomado, eu daria uma nota boa para seu governo. Ela tem demonstrado estar sensibilizada e consciente de que precisa reduzir o custo de produção no Brasil e isso é o que vai atrair mais investimentos.” Fonte: FIESP

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