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Aconteceu

8/5/2013
Bancos e consultorias já falam em crescimento do PIB abaixo de 3% no ano

Com números da economia abaixo das expectativas, analistas reduzem previsões de crescimento para o País; no Bradesco, por exemplo, número foi de 3,5% para 2,8%, e na MB Associados, de 3% para 2,5%. SÃO PAULO - Bancos e consultorias começam a cortar as projeções de crescimento da economia para este ano e já trabalham com previsões abaixo de 3%. Crescimento de 3% é a projeção do Banco Central (BC) para a alta do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Até agora, o número vinha sendo endossado pelo mercado, levando-se em conta a média das projeções obtidas na pesquisa Focus, feita pelo BC, com bancos e consultorias. Mas os analistas estão ficando mais pessimistas. O desempenho abaixo do esperado no primeiro trimestre, segundo mostram números como os da produção industrial, divulgados ontem, e a piora em indicadores de consumo e da balança comercial levaram à revisão de algumas projeções. No ano passado, o PIB cresceu só 0,9% e as projeções para este ano iam até 4%, com mais apostas em 3%. O diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, baixou de 3,5% para 2,8% a expectativa de alta do PIB em 2013. "Nossa revisão para o crescimento doméstico foi influenciada pela incorporação recente de resultados mais fracos do que esperávamos da atividade econômica", disse. Barros também aponta um cenário global mais fraco que o imaginado. Silvia Matos, economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), reduziu sua expectativa de 2,9% para 2,7%. Segundo ela, "há chances de nova revisão, dependendo principalmente do desempenho do setor de serviços", a ser divulgado. Os resultados do primeiro trimestre também estão abaixo do esperado pela Tendências Consultoria. A expectativa de alta de 3% deve cair para 2,8% ou 2,9%, diz a economista Alessandra Ribeiro. Ela esperava alta de 1,1% no PIB do primeiro trimestre, mas, com os dados da produção industrial, a previsão deve baixar para 1% e, com isso, o viés será de baixa para o ano. O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, trabalhava desde junho com alta de 3%, mas revisou o índice para 2,5% há um mês. "Os dados fracos da indústria, aliados aos do comércio e serviços, podem trazer uma surpresa negativa." Vale não vê recuperação evidente no segmento de bens de capital e nos investimentos. Alta de 2,5% também é a previsão de Thaís Marzola Zara, da Rosenberg & Associados, desde o início de 2013, e do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). André Loes, economista-chefe do HSBC para a América Latina, mantém aposta em 2,6%. Ele lembra que o ano começou um pouco mais forte, mas desacelerou. "Não achamos, contudo, que o número da balança comercial seja razão para alteração, pois o Brasil é muito fechado e as exportações representam parte pequena do PIB." Com margem que vai de 2% a 3%, Emerson Marçal, coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada (Cemap/FGV) diz que a balança comercial pode ter impacto no desempenho da economia. "A queda do mercado externo vai bater na produção industrial." O Banco Fator é outro que vê chances de revisar para baixo a alta de 2,9% esperada inicialmente. O Credit Suisse, que tem a aposta mais alta do mercado, de crescimento de 4%, só deve rever os números em junho.
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