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Aconteceu

17/3/2014
Morgan Stanley reduz previsão do PIB do Brasil de 1,9% para 1,5% em 2014

A possibilidade de racionamento elétrico já prejudica as expectativas para o crescimento da economia brasileira. O banco Morgan Stanley piorou nesta segunda-feira as previsões para a atividade do País em 2014 e 2015 e cita o fornecimento elétrico como uma das razões para a decisão. O banco também afirma que os problemas estruturais continuam e só devem começar a ser enfrentados pelo governo após as eleições presidenciais de outubro.

Nesta manhã, o Morgan Stanley apresentou as previsões macroeconômicas de primavera, o "Spring Outlook", na capital britânica. Para o Brasil, o quadro não é nada positivo. A previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2014 caiu de 1,9% para 1,5%. Para 2015, o cenário é ainda mais negativo e houve redução da expectativa de expansão da atividade de 1,5% para 1,1%.

"Recentemente os riscos aumentaram para o Brasil, como a possibilidade de um racionamento elétrico", diz o trecho do documento que trata da economia brasileira. Direcionado aos clientes da instituição financeira, o documento explica que o Brasil pode enfrentar problemas no fornecimento elétrico diante da falta de chuvas e do consumo crescente. Por isso, não descarta a adoção de um racionamento.
Para o Morgan Stanley, a adoção do racionamento elétrico poderia reduzir o crescimento da economia em quase dois pontos porcentuais e provavelmente levaria o Brasil à recessão. "Nós estimamos que a adoção de um racionamento similar ao vivido em 2001 pode reduzir o crescimento em 180 pontos-base em 12 meses, provavelmente levando o Brasil para a recessão", diz o relatório de primavera.

Mesmo que o governo evite o racionamento, o banco avalia que algum estrago na macroeconomia já está feito. "Mesmo se não houver racionamento, dois anos seguidos de incerteza relacionada ao fornecimento elétrico provavelmente devem prejudicar a perspectiva de crescimento do investimento", diz o Morgan Stanley.

Para a instituição financeira, a formação bruta de capital fixo deve ter queda de 1% em 2014 e ficará estável em 2015. Entre as demais componentes do PIB, o Morgan Stanley estima que a expansão da atividade será liderada pelo consumo do governo, com crescimento de 2,9% e 1%, em 2014 e 2015, respectivamente. Para o consumo privado, a casa aposta em crescimento de 2,3% e 0,7% em cada um dos dois anos.

Fonte - Agência Estado (Londres)

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