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Aconteceu

8/12/2011
Fiesp defende maior cooperação energética entre Brasil e África



Diretor da entidade explicou que pobreza se relaciona com falta de acesso à energia e que há inúmeras oportunidades para promover desenvolvimento mútuo "Na área de energia, já começamos um trabalho para fortalecer a cooperação entre Brasil e África", disse o diretor de Infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti. Ele acredita que essa parceria contribuirá com o crescimento das economias africanas e fortalecerá a segurança energética para enfrentar os desafios das alterações climáticas e da redução da pobreza no continente. As afirmações foram feitas na abertura do evento realizado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta segunda-feira (5), em Durban, África do Sul. Até sexta-feira (9), a cidade é sede da 17 Conferência da ONU sobre Mudança do Clima (COP17). Em sua apresentação, Cavalcanti explicou como a pobreza se relaciona com a falta de acesso à energia. "Hoje, cerca de um bilhão e meio de pessoas no mundo não têm acesso à eletricidade e três bilhões dependem da biomassa primária para cozinhar e aquecer. As pessoas mais pobres, que vivem com menos de um dólar por dia, gastam até um terço do seu orçamento com esta energia de baixa qualidade." Mercados energéticos na África Em seguida, ele comentou os resultados do estudo "Mercados Energéticos na África", realizado pela Fiesp, AfDB e a Eletrobras. A análise dos dados apresentados demonstra que o baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) dos países africanos está diretamente relacionado com o consumo de biomassa primária, que representa mais de 50% do consumo de energia final. "Torna-se óbvio que, quanto maior o desenvolvimento do país, menor é o uso da biomassa primária em sua matriz energética. Isto porque a biomassa primária é ineficiente, poluente e um combustível de uso perigoso", observou Carvalcanti. Outra importante conclusão do estudo é que o número de países da África dependente do petróleo para geração de energia é significativo. Este recurso é caro e coloca esses países à mercê das flutuações dos preços dos combustíveis dentro de seus sistemas de energia já vulneráveis. "Uma conclusão igualmente notável no mercado africano de energia é o potencial impressionantemente grande para as energias renováveis", destacou o diretor da Fiesp. O material mostra que a capacidade instalada total é de apenas 68 GW em toda a África Subsaariana, não mais do que a da Espanha. Um último ponto relevante é que a energia hidrelétrica é, de longe, o maior potencial para o desenvolvimento do continente. Ela é praticamente inexplorada e poderia desempenhar um papel fundamental no acesso à energia em todo o continente. Apenas 11% do potencial hidroelétrico da África está sendo explorado atualmente. Modelo do Brasil é exemplo Cavalcanti ofereceu ainda um panorama sobre o mercado energético do Brasil e destacou a necessidade de incrementar a cooperação Brasil e África. Segundo o diretor, o Brasil tem dado grandes saltos no desenvolvimento econômico e social, e tem sido um exemplo de sucesso na redução da pobreza por meio do investimento em infraestrutura. "O setor energético tem desempenhado um papel fundamental neste desenvolvimento e, neste sentido, o Brasil apresenta-se como um importante parceiro para o desenvolvimento da África". Como mensagem final, o diretor da Fiesp lembrou que energia é crucial para o desenvolvimento. Ele defendeu que os recursos locais precisam ser explorados antes da importação de tecnologias caras de países industrializados, que não enfrentam os mesmos desafios como países em desenvolvimento. "A África precisa de energia. A África precisa de energia elétrica. A África é rica em energia hidrelétrica", afirmou. "Este recurso deve ser explorado não apenas a nível nacional, mas compartilhada com todo o continente. Os dirigentes políticos devem centrar-se no desenvolvimento desses projetos de energia e promover acordos de comércio de energia para maximizar os investimentos todo o continente", pontuou Cavalcanti. O gerente de Mudança do Clima e Energia do Banco Africano de Desenvolvimento, Kurt Lonsway, avaliou positivamente o trabalho realizado em conjunto com a Fiesp e com a Eletrobras. "Vamos continuar trabalhando em parceria porque a Cooperação Sul-Sul é essencial para o desenvolvimento da África". Fonte: Lucas Alves, de Durban, África do Sul, para Agência Indusnet Fiesp
http://www.fiesp.com.br/agencianoticias/2011/12/06/cop17_fiesp_defende_cooper_energ_brasil_africa.ntc?utm_medium=email&utm_campaign=indusletter_447&utm_content=cop17_fiesp_defende_cooper_energ_brasil_africa

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